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Lideranças discutem dívida rural

Lideranças discutem dívida rural

 

Os produtores rurais de São José do Rio Pardo que já estão há 3 anos sofrendo prejuízos por conta dos baixos preços recebidos, principalmente na lavoura da cebola, solicitaram apoio das lideranças municipais soluções para amenizar as dividas contraídas.

A Câmara Municipal organizou , na manhã de quinta-feira (8-11-2018) a reunião entre a FETAESP (Federação dos Trabalhadores Rurais do Estado de São Paulo) e autoridades do setor agropecuária deste município.

“São poucos produtores que fazem financiamentos no banco para a cebola e que são do Pronaf. Grande parte dos financiamentos, são para médios e grandes produtores”, disse o gerente Jeferson, do Banco do Brasil destacando que não vê problemas para estes produtores arcarem com seus débitos.

“Constatou-se então,  que a grande parte dos empréstimos por produtores rurais, são feitos diretamente nas lojas agropecuárias ou de terceiros,  a juros mais altos, em comparação ao praticado nas agências bancárias, dificultando assim o pagamento, em função dos preços baixos recebido pelos produtores, quando da comercialização dos produtos.”, disse Rodrigo Vieira de Moraes, zootecnista da CATI.

Outra constatação levantada no encontro foi o alto custo de produção, informação que já tinha sido apurada durante a realização do Diagnóstico Participativo Rural. Neste contexto, o Dr. Izaac Leite, presidente da FETAESP, discorreu sobre a importância da implantação do cooperativismo para realização de compras de insumos e vendas de produtos de forma coletiva, como também já tinha siso apurado no Diagnóstico Participativo Rural. Este tipo de organização rural é evidente nos estados do sul do Brasil, com ótimos resultados constatados.

Ao final, depois de vários assuntos serem debatidos foi solicitado para a Câmara Municipal, e o vereador Rafael Kocian, informou que a edilidade irá encaminhar à CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), pleiteando o  levantamento do preço da cebola comercializada em São José do Rio Pardo e região, para definir política de preço mínimo pago por kg de cebola, uma vez que o órgão já estabelece preço mínimo da cebola em outros estados, menos em São Paulo

“Este preço mínimo apurado, será utilizado como índice para abater parte do financiamento de produtores de cebola com financiamentos no Pronaf”, disse Carlos Ricardo Dias de Souza., secretário da agricultura e meio ambiente.

“Estes temas e outros serão amplamente debatidos no Workshop Rural, previsto para o mês de fevereiro de 2019, uma vez que detectamos a importância  de todos os produtores estarem devidamente capacitados e organizados para poderem pleitear estes e outros benefícios”, disse professor  Renata Vechini Dal Bon (Educação Ambiental)

 

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